A HRV indica como o sistema nervoso responde ao estresse e à recuperação ao medir a variação entre batimentos cardíacos. Ela costuma cair em períodos de pressão, pouco sono, álcool, doença ou treino intenso, e deve ser interpretada como tendência pessoal ao longo do tempo, não como um número isolado ou comparação com outras pessoas.
A HRV é influenciada por sono, álcool, treinos intensos sem recuperação, alimentação inadequada, viagens, calor e estresse físico ou mental, podendo cair até antes de sinais claros de doença aparecer.
Em geral, sem ser regra absoluta, uma HRV mais alta do que o seu normal indica melhor prontidão, boa recuperação e menor estresse acumulado.
Já uma HRV mais baixa do que o seu padrão costuma sinalizar estresse fisiológico maior, recuperação incompleta ou o corpo lidando com alguma sobrecarga, seja treino, trabalho, doença ou pouco sono.
Como medir HRV sem se enganar
O primeiro cuidado é medir sempre do mesmo jeito. O ideal é durante o sono, quando relógios e anéis conseguem maior consistência, ou ao acordar, em repouso, por alguns minutos.
Outro ponto importante é usar a média de sete dias, já que um dia ruim não define nada, mas uma semana ruim costuma indicar algo real. Também é fundamental combinar a HRV com outros sinais, como frequência cardíaca de repouso, qualidade do sono, humor, dor muscular e vontade de treinar.
Sinais de alerta para reduzir a carga
Vale considerar segurar treinos mais intensos quando a HRV fica abaixo do seu padrão por dois ou três dias seguidos, quando a frequência cardíaca de repouso aparece mais alta que o normal, quando o sono fica fragmentado ou quando surgem sinais como sensação de perna vazia, irritabilidade ou queda perceptível de desempenho.
O que fazer quando a HRV cai
Algumas ações simples costumam funcionar. Priorizar uma ou duas noites de sono de verdade, com horário regular, quarto escuro e temperatura adequada, já ajuda bastante.
Cortar o álcool por alguns dias, optar por treinos leves ou descanso ativo, aumentar hidratação e eletrólitos e caprichar na alimentação pós-treino, combinando carboidrato e proteína, também fazem diferença.
Práticas de respiração lenta ou relaxamento por cinco a dez minutos antes de dormir costumam mostrar efeito em poucos dias para muitas pessoas.
O erro mais comum ao usar HRV
O erro que mais atrapalha é usar a HRV como proibição absoluta de treino. HRV funciona como bússola, não como algema. Em alguns dias, a HRV está baixa e um treino leve ajuda a melhorar.
Em outros, a HRV parece normal, mas o corpo já está entrando em um quadro de doença. A leitura correta é semelhante a um painel de carro: quando uma luz acende, você dirige com mais atenção e inteligência, não abandona o volante.
Por Lucas Machado



















