O custo da cesta básica em Natal foi de R$ 595,86 em janeiro de 2026, uma redução de 6,03% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor é o terceiro menor entre as capitais pesquisadas e 0,22% inferior ao registrado em dezembro de 2025.
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os potiguares, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.
ACUMULADO – Em Natal, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em 10 dos 12 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-38,04%), o tomate (-22,12%) e o açúcar cristal (-16,63%). Também tiveram redução de preço a farinha de mandioca (-11,39%), leite integral (-10,26%), óleo de soja (-7,87%), feijão carioca (-7,80%), banana (-6,50%), manteiga (-2,35%) e carne bovina de primeira (-0,58%). Apenas o café em pó (25,61%) e o pão francês (3,62%) registraram elevação.
OITO DE 12 – Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o recuo do custo do conjunto de alimentos na capital potiguar foi de -0,22%, com queda do preço médio de oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica: arroz agulhinha (-3,86%), carne bovina de primeira (-1,76%), óleo de soja (-1,39%), café em pó (-1,23%), farinha de mandioca (-1,05%), banana (-1,00%), açúcar cristal (-1,00%) e leite integral (-0,33%). Os outros quatro itens apresentaram elevação de preço: tomate (4,82%), manteiga (1,70%), feijão carioca (1,00%) e pão francês (0,47%).
MAIS COM MENOS – Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Natal precisou trabalhar 80 horas e 52 minutos para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (86 horas e 32 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 91 horas e 54 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 39,74% em janeiro de 2026, frente a 42,53% em dezembro de 2025 e 45,16% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador potiguar passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.

















