Nesta segunda-feira (8/7), a Petrobras anunciou um significativo aumento nos preços da gasolina e do gás de cozinha, que entrará em vigor a partir desta terça-feira (9/7). O reajuste para a gasolina será de 7,1%, elevando o preço por litro vendido às distribuidoras de R$ 2,81 para R$ 3,01, um acréscimo de R$ 0,20 por litro. Este é o primeiro ajuste no preço da gasolina em 2024 e o primeiro sob a gestão de Magda Chambriard na presidência da companhia, desde que assumiu o cargo.
Para o gás de cozinha, o aumento será ainda mais significativo, atingindo 9,8%. O preço de venda para as distribuidoras subirá para aproximadamente R$ 34,70 por botijão de 13kg, representando um incremento de R$ 3,10 em relação aos valores anteriores. Este é o primeiro reajuste no preço do gás de cozinha neste ano, após reduções nos ajustes realizados em 2023.
A decisão da Petrobras vem em um contexto de ajuste às condições de mercado e custos de importação. Um levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indica que os preços praticados pela estatal estavam cerca de 18% abaixo dos valores de paridade com o combustível importado, justificando parcialmente o aumento anunciado.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, havia demonstrado anteriormente conforto com os preços internacionais e os valores praticados pela companhia, ressaltando a adequação do preço de referência no exterior, a participação de mercado da Petrobras e o custo de oportunidade para exportação.
Acompanhando as variações do mercado global, o ajuste nos preços da gasolina e do gás de cozinha reflete a política de precificação da Petrobras, que busca alinhar os valores internos com as oscilações do mercado internacional de combustíveis.