O Rio Grande do Norte aparece como o segundo estado brasileiro com maior proporção de adultos obesos, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), vinculado ao Ministério da Saúde. As informações têm como base atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao longo de 2025.
No ranking nacional, o estado potiguar fica atrás apenas do Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, 42% dos adultos atendidos na rede pública de saúde no RN apresentavam algum grau de obesidade. O índice supera de forma significativa a média brasileira, que é de 31%.
Os números também revelam que quase 60% da população adulta potiguar está acima do peso ideal. A condição é considerada um fator de risco importante para o desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde classifica a obesidade como um dos principais desafios de saúde pública no país. A pasta orienta que estados e municípios reforcem estratégias de promoção da alimentação adequada e saudável, ampliem ações preventivas e incentivem a criação de ambientes que favoreçam escolhas alimentares mais equilibradas.
Entenda o problema
Do ponto de vista médico, tanto o sobrepeso quanto a obesidade estão relacionados ao acúmulo excessivo de gordura corporal. O corpo humano funciona como um sistema integrado, que envolve fatores como quantidade de água, massa magra, peso total e percentual de gordura. Quando esse percentual ultrapassa os limites considerados saudáveis, aumentam os riscos para o organismo.
Especialistas alertam que a obesidade está associada ao surgimento de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e determinados tipos de câncer. Além das consequências físicas, a condição pode desencadear impactos sociais e emocionais, incluindo estigmatização e discriminação.
O avanço do excesso de peso não se restringe à população adulta. Nas últimas quatro décadas, a prevalência da obesidade tem crescido também entre crianças e adolescentes. No Brasil, o aumento do sobrepeso e da obesidade em todas as faixas etárias reforça o entendimento de que o problema já atinge proporções epidêmicas, exigindo políticas públicas contínuas e ações integradas de prevenção.

















