As chuvas que atingiram o Rio Grande do Norte entre a manhã de segunda-feira (19) e a manhã desta terça-feira (20) tiveram maior intensidade nas regiões Leste e Agreste do estado. De acordo com o boletim pluviométrico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), os maiores acumulados se aproximaram dos 50 milímetros em apenas 24 horas, com destaque para o município de Macaíba.
No Leste Potiguar, Macaíba liderou o volume de precipitações no período, com 49,6 mm. Também foram registrados índices elevados em São Gonçalo do Amarante (39,0 mm), Natal (24,1 mm) e Parnamirim (23,1 mm). Em contrapartida, cidades como Pureza, Taipu e Ceará-Mirim tiveram volumes inferiores a 10 mm, enquanto São Miguel do Gostoso não registrou chuva.
Já no Agreste, Bom Jesus apresentou o maior acumulado da região, com 33,0 mm. Parazinho (13,2 mm), Santa Maria (11,0 mm), Boa Saúde (7,4 mm) e Sítio Novo (7,0 mm) também tiveram registro de precipitação. Em outros municípios, como Barcelona, Japi, Lagoa Salgada e São Pedro, os volumes foram mínimos ou inexistentes.
As chuvas foram mais irregulares no Central Potiguar. Florânia contabilizou 32,0 mm, seguida por Lajes (24,4 mm), Fernando Pedroza (22,4 mm) e Jardim de Angicos (18,0 mm). Em grande parte do Seridó, incluindo Acari, Currais Novos, Parelhas, Santana do Seridó e São João do Sabugi, não houve registro de chuva no período analisado.
No Oeste Potiguar, os acumulados foram baixos e pontuais. Jucurutu teve o maior volume, com 8,0 mm, seguido por Martins (6,8 mm), São Rafael (6,6 mm) e Serra do Mel (5,4 mm). Municípios como Mossoró, Pau dos Ferros, Alexandria, Caraúbas e Umarizal não apresentaram precipitação mensurável.
Trânsito e alagamentos em Natal
Em Natal, a terça-feira começou com chuva e reflexos imediatos na mobilidade urbana. Segundo boletim da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), divulgado às 7h, a Avenida Solange Nunes era o único ponto considerado intransitável naquele horário. Outros dez trechos apresentavam acúmulo de água, mas permaneciam liberados ao tráfego, sob monitoramento.
Entre os locais classificados como transitáveis com atenção estavam cruzamentos importantes, como a Avenida Capitão-Mor Gouveia com a Rua Adolfo Gordo, a Avenida Nevaldo Rocha com a Coronel Estevam, além de trechos da Avenida Doutor João Medeiros Filho, Hermes da Fonseca e Amintas Barros. Ao todo, cerca de 20 pontos eram acompanhados pelos agentes de trânsito durante o início da manhã.
Nas vias estruturantes, o fluxo seguia normal na Avenida Senador Salgado Filho e na Ponte Newton Navarro. Já na Avenida Felizardo Firmino Moura, principal ligação entre a zona Norte e as demais regiões da cidade, o tráfego estava mais lento no sentido zona Sul, influenciado pelo horário de pico e pelas condições climáticas. O boletim também registrou pane em dois conjuntos semafóricos na Avenida Prudente de Morais, sem ocorrência de acidentes relacionados à chuva até o momento.
Falta de energia em bairros da capital
Moradores das zonas Sul e Leste de Natal também enfrentaram falta de energia elétrica durante a manhã. A Neoenergia Cosern informou que os desligamentos ocorreram de forma pontual, provocados pelo contato de objetos lançados pelo vento com a rede elétrica.
“A Neoenergia Cosern informa que os casos pontuais de falta de energia em bairros das zonas Sul e Leste de Natal foram provocados por toques de objetos jogados pelo vento na rede elétrica, que desliga por proteção e segurança da populacão.
Equipes da Neoenergia Cosern já estão atuando nas zonas citadas”, informou a concessionária, em nota.
A empresa não detalhou o número de clientes afetados nem o prazo para normalização total do serviço. Em caso de ocorrências, os consumidores podem acionar os canais oficiais, como o WhatsApp (84) 3215-6001, o telefone 116 ou o número 0800 701 0155, destinado a pessoas com deficiência auditiva ou de fala.
Lagoa transborda na zona Norte
Outro transtorno foi registrado na zona Norte de Natal, onde a lagoa de captação do Jardim Primavera, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, transbordou devido ao volume de chuvas. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), a situação é agravada por uma cratera na Rua José Luis da Silva, que comprometeu o escoamento da água desde as chuvas do ano passado.
O alagamento afeta moradores das ruas Nova Galileia, Couto Magalhães e Rizomar Correia dos Santos, além da Avenida Miguel de Cervantes. A Seinfra informou que a Prefeitura iniciou uma obra de recuperação da drenagem da via, com investimento estimado em R$ 1 milhão e prazo de conclusão de até quatro meses, com o objetivo de evitar novos transbordamentos.
















