Na manhã desta quinta-feira (20), um homem em situação de rua foi encontrado morto na calçada de uma lanchonete, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança, em Natal. Segundo relatos, ele havia buscado atendimento médico na noite anterior, mas optou por sair do local antes de concluir os procedimentos.
Testemunhas informaram que o homem chegou à UPA na quarta-feira (19) e recebeu uma pulseira vermelha, indicativo de que seu estado de saúde exigia atenção urgente. No entanto, ainda durante a madrugada, ele decidiu deixar o atendimento por conta própria.
Pela manhã, seu corpo foi encontrado na calçada, levantando questionamentos sobre a assistência prestada e os desafios no atendimento a pessoas em vulnerabilidade social.
A retirada do corpo gerou um impasse burocrático. O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) só poderia ser acionado por uma autoridade policial, mas a delegacia mais próxima se recusou a fazer a solicitação, sob justificativa de que não se tratava de uma morte violenta.
Uma equipe da Polícia Militar chegou ao local e, após quase uma hora de espera, recebeu a orientação da Secretaria de Segurança Pública para acionar o ITEP, que então fez a remoção.
Secretaria de Saúde se manifesta
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal confirmou que o homem foi atendido na UPA, mas que ele próprio escolheu sair antes da conclusão do tratamento, mesmo após as orientações da equipe médica.
O órgão esclareceu que os serviços de saúde não podem impedir um paciente de sair contra sua vontade, a menos que haja risco iminente de dano grave à saúde ou à vida.
NOTA NA INTEGRA
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Natal informa que o paciente foi acolhido e que todos os procedimentos relativos ao atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Esperança foram realizados, porém, na última quarta-feira (19), o usuário deixou por vontade própria o local.
O paciente estava consciente e lúcido, e apesar das orientações da equipe, ele decidiu não continuar com o atendimento e deixou a unidade. A ação se caracteriza como alta à revelia, circunstância em que o paciente deixa a instituição apesar de ainda não receber alta clínica favorável por parte da equipe dos serviços de saúde. A SMS esclarece que os serviços de saúde do município não podem conter os pacientes contra a sua vontade, a não ser quando existe risco iminente de dano grave à saúde ou à vida.