Nesta quarta-feira (2), é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data de extrema importância para chamar a atenção da sociedade para as questões que envolvem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em entrevista no programa Band Mulher, a terapeuta ocupacional Luciana Melo explicou as principais características do autismo, destacando a relevância de desmistificar o transtorno e promover uma compreensão mais aprofundada sobre o tema.
Durante a conversa, Luciana ressaltou que o autismo não é uma doença, mas sim uma condição do neurodesenvolvimento. “O autismo é um distúrbio que afeta milhões de pessoas e caracteriza-se por dificuldades na interação social, na comunicação, além de comportamentos repetitivos e restritos”, explicou. Segundo a especialista, aqueles que têm o transtorno do espectro autista apresentam um comportamento mais rígido, com dificuldades para lidar com mudanças na rotina e uma maneira distinta de processar as informações.Apesar de o autismo ser um tema cada vez mais discutido, ainda existem muitas dúvidas sobre como identificar e diagnosticar a condição. Luciana explicou que o autismo não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. “Hoje, sabemos que o transtorno do espectro autista é dividido em três níveis de suporte, que variam conforme a intensidade das dificuldades”, detalhou a terapeuta.
O nível um, considerado o mais leve, envolve pessoas que apresentam pouca dependência, mas ainda enfrentam dificuldades com a interação social e precisam de certo auxílio nas atividades cotidianas. Já o nível dois refere-se a indivíduos que precisam de ajuda moderada, enquanto o nível três é o mais severo, com pessoas que frequentemente não apresentam comunicação verbal e requerem acompanhamento contínuo ao longo da vida.Com o avanço no diagnóstico e nas estratégias de apoio, Luciana enfatizou a importância da conscientização e educação para todos. “É fundamental que a sociedade tenha mais conhecimento sobre o autismo, para que possamos criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor para as pessoas com TEA”, destacou.