Nos últimos dias, as redes sociais foram inundadas por imagens inspiradas no estilo do Studio Ghibli, o renomado estúdio japonês responsável por clássicos como “A Viagem de Chihiro” e “Meu Amigo Totoro”. Essa tendência teve início no ChatGPT, que lançou uma ferramenta de geração de imagens e rapidamente alcançou 1 milhão de usuários em apenas uma hora na tarde de segunda-feira (31), conforme informou Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa proprietária do aplicativo. Embora Altman não tenha divulgado o número total de usuários do ChatGPT, ele recordou o impacto do lançamento em 2022, quando o serviço atingiu 1 milhão de usuários em apenas cinco dias.
Apesar de ser uma tendência divertida, ela levanta questões sobre direitos autorais e a apropriação do estilo de artistas por meio da inteligência artificial. A OpenAI foi alvo de críticas de mais de 400 artistas, cineastas e músicos, que acusaram a empresa de atuar para “enfraquecer ou eliminar” as proteções de direitos autorais ao treinar sistemas de IA. A própria OpenAI reconhece que o uso de estilos de outros artistas é uma questão delicada e afirmou que implementou restrições para evitar a criação desse tipo de imagem. Contudo, a empresa faz uma exceção para estúdios como o Studio Ghibli.
“Continuamos a evitar gerações no estilo de artistas vivos individuais, mas permitimos estilos de estúdio mais amplos – que as pessoas usaram para gerar e compartilhar algumas criações originais de fãs verdadeiramente encantadoras e inspiradas”, explicou a OpenAI. A empresa destacou que seu objetivo é oferecer aos usuários o máximo de liberdade criativa possível, acrescentando: “Estamos sempre aprendendo com o uso e o feedback do mundo real, e continuaremos refinando nossas políticas à medida que avançamos.”